A experiência relatada neste post veio de uma dica encontrada no excelente blog Gastro Passeio. A sugestão era de um restaurante húngaro no município de São Sebastião do Caí. Na primeira oportunidade que tivemos de ir à cidade, fomos conhecer o Restaurante A Canga.

Primeiramente, vale um comentário sobre a impressão inicial que o estabelecimento pode causar. Além de ficar na beira da estrada, a fachada é tãããão simples que facilmente é confundido com uma lancheria daquelas mais simplórias.

Lá dentro a gente percebe que o clima é especial (começando pelo simpatissíssimo atendimento). As paredes dos três ambientes são ornamentadas por quadros, mapas e fotografias que retratam um pouco da cultura húngara. Pra completar, o som ambiente é com músicas de uma rádio da Hungria.

Mas restaurante húngaro em São Sebastião do Caí? Logo o simpático atendente que estava no caixa nos explicou a história: a casa foi fundada pelos seus avós, vindos da Hungria, em 1967. Sobre o nome, na verdade a origem é simples: naquela época o avô colocou em frente ao estabelecimento uma canga com o nome do restaurante. O nome não era muito legível, daí pessoal começou a chamar de “restaurante da canga”.
Curiosidade desfeita, partimos para o almoço. Em dias úteis é servido um almoço executivo (R$ 18,00 por pessoa). E em dias úteis, sextas, sábados, domingos e feriados, oferece-se o almoço tradicional (R$ 30,00 por pessoa), que foi o que experimentamos. Os pratos que compõem a refeição completa são os mesmos há muito tempo.

O primeiro é o Aprolék Leves: sopa com miúdos de frango e massa caseira, acompanhada de pão. A ideia de miúdos certamente não me agrada, mas a massinha é bem interessante.

Na sequência chega a estrela da refeição, o Töltött Paprika: pimentões verdes recheados com carne moída, arroz e temperos, mergulhados em molho de tomate com páprica doce. Os pimentões têm um sabor realmente especial. O molho é bastante (bastaaaaante) doce.

Como acompanhamento, a Vegyes Saláta: salada mista com repolho, pepino, vagem, brócolis, cenoura, pimentão e cebola.

Logo também é servido o Rántott Csirke: frango à milanesa com batatas fritas. O prato é relativamente simples, mas um franguinho com fritas não tem como ser ruim, né?

Pra encerrar, o Fagylatos: um pequeno e gostoso bolo de chocolate com sorvete caseiro.

A carta de bebidas é bastante caprichada, com um bom número de cervejas importadas (inclusive com a tcheca Pilsner Urquell, que eu adoro). Nós optamos por dois tipos sucos importados. Primeiro, o Apfel Spritzer, uma espécie de suco de maçã gaseificado (R$ 7,00). Depois, um suco de damasco (R$ 14,00 a caixa).

Quando estivemos na Hungria, o Alexandre se apaixonooou pelo goulash, prato que infelizmente não consta no cardápio d’A Canga. Para nossa alegria, este e outros pratos podem ser adquiridos congelados, para preparo em casa. Além do Goulash (R$ 10,00), também compramos uma porção de Paradicsom Szósz – molho de tomate (R$ 4,00). Então, quando estiver por lá, é uma boa ideia levar uma bolsa térmica, viu?

Confesso que sou beeem menos estusiasta da cozinha húngara do que o Alexandre. Mas A Canga consegue, em sua simplicidade, transmitir a tradição de geração para geração através de pratos que nos transportam para este especialíssimo país que é a Hungria. =]
Restaurante A Canga
Fone: (51) 3536-1461
Entrada RS 122, KM 09 - São Sebastião do Caí – RS




























































































































