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O húngaro A Canga

A experiência relatada neste post veio de uma dica encontrada no excelente blog Gastro Passeio. A sugestão era de um restaurante húngaro no município de São Sebastião do Caí. Na primeira oportunidade que tivemos de ir à cidade, fomos conhecer o Restaurante A Canga.

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Primeiramente, vale um comentário sobre a impressão inicial que o estabelecimento pode causar. Além de ficar na beira da estrada, a fachada é tãããão simples que facilmente é confundido com uma lancheria daquelas mais simplórias.

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Lá dentro a gente percebe que o clima é especial (começando pelo simpatissíssimo atendimento). As paredes dos três ambientes são ornamentadas por quadros, mapas e fotografias que retratam um pouco da cultura húngara. Pra completar, o som ambiente é com músicas de uma rádio da Hungria.

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Mas restaurante húngaro em São Sebastião do Caí? Logo o simpático atendente que estava no caixa nos explicou a história: a casa foi fundada pelos seus avós, vindos da Hungria, em 1967. Sobre o nome, na verdade a origem é simples: naquela época o avô colocou em frente ao estabelecimento uma canga com o nome do restaurante. O nome não era muito legível, daí pessoal começou a chamar de “restaurante da canga”.

Curiosidade desfeita, partimos para o almoço. Em dias úteis é servido um almoço executivo (R$ 18,00 por pessoa). E em dias úteis,  sextas, sábados, domingos e feriados, oferece-se o almoço tradicional (R$ 30,00 por pessoa), que foi o que experimentamos. Os pratos que compõem a refeição completa são os mesmos há muito tempo.

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O primeiro é o Aprolék Leves: sopa com miúdos de frango e massa caseira, acompanhada de pão. A ideia de miúdos certamente não me agrada, mas a massinha é bem interessante.

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Na sequência chega a estrela da refeição, o Töltött Paprika: pimentões verdes recheados com carne moída, arroz e temperos, mergulhados em molho de tomate com páprica doce. Os pimentões têm um sabor realmente especial. O molho é bastante (bastaaaaante) doce.

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Como acompanhamento, a Vegyes Saláta: salada mista com repolho, pepino, vagem, brócolis, cenoura, pimentão e cebola.

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Logo também é servido o Rántott Csirke: frango à milanesa com batatas fritas. O prato é relativamente simples, mas um franguinho com fritas não tem como ser ruim, né?

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Pra encerrar, o Fagylatos: um pequeno e gostoso bolo de chocolate com sorvete caseiro.

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A carta de bebidas é bastante caprichada, com um bom número de cervejas importadas (inclusive com a tcheca Pilsner Urquell, que eu adoro). Nós optamos por dois tipos sucos importados. Primeiro, o Apfel Spritzer, uma espécie de suco de maçã gaseificado (R$ 7,00).  Depois, um suco de damasco (R$ 14,00 a caixa).

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Quando estivemos na Hungria, o Alexandre se apaixonooou pelo goulash, prato que infelizmente não consta no cardápio d’A Canga. Para nossa alegria, este e outros pratos podem ser adquiridos congelados, para preparo em casa. Além do Goulash (R$ 10,00), também compramos uma porção de Paradicsom Szósz – molho de tomate (R$ 4,00). Então, quando estiver por lá, é uma boa ideia levar uma bolsa térmica, viu? ;)

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Confesso que sou beeem menos estusiasta da cozinha húngara do que o Alexandre. Mas A Canga consegue, em sua simplicidade, transmitir a tradição de geração para geração através de pratos que nos transportam para este  especialíssimo país que é a Hungria. =]

Restaurante A Canga
Fone: (51) 3536-1461
Entrada RS 122, KM 09 - São Sebastião do Caí – RS

Tashi Ling, o restaurante tibetano

O trajeto entre a Serra Gaúcha e Porto Alegre tem sido uma constante pra nós. Em uma das estradas, passamos em frente a um estabelecimento chamado Tashi Ling.

Só depois de perceber que estávamos no município de Três Coroas, cidade conhecida por abrigar um famoso templo budista, é que me dei conta que se tratava de um comentado restaurante. Na verdade, trata-se do primeiro (e, pelo que sei, único) restaurante tibetano do Brasil.

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Na viagem seguinte, eu e o Alexandre nos programamos para parar e conhecer o lugar. Já no estacionamento fomos bem recebidos por um atendente.

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O Tashi Ling foi criado por um senhor tibetano – que nos atendeu com muita simpatia, por sinal. Aliás, todos os garçons foram extremamente solícitos.

Cada detalhe do ambiente é pensado para fazer com que o cliente se sinta no Tibete. Tecidos coloridos, bandeiras de oração, mantras e músicas folclóricas, aromas de incensos e diversos objetos de decoração compõem este clima temático.

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Para completar, os pratos são servidos por atendentes tipicamente trajados.

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Nem bem nos acomodamos, tivemos a agradável surpresa de receber um chá de boas-vindas. =)

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Como é de se esperar, o menu traz especialidades da gastronomia tibetana. Os pratos principais são à base de frango, filé mignon, salmão e massa, com preços que variam de R$ 40,00 a R$ 68,00 (porção para duas pessoas).

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Em nossas escolhas, seguimos estritamente o que o garçom sugeriu. Como entrada, o momos tradicionais: trouxinhas tibetanas cozidas no vapor, salteadas na manteiga, acompanhadas de molhos à base de manjericão e tomates (R$ 19,00).

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São três sabores: Sha (carne), Alu (batata) e Nhotsé (legumes). Todos muito gostosos!

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Sobre o prato principal, o garçom foi enfático: o Racha (R$ 68,00) é o verdadeiro representante da cozinha do Tibete. Trata-de de um prato de pernil de cordeiro com molho de cravo. Prepare-se para apreciar um molho diferente, bem doce, mas muito saboroso.

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Como acompanhamentos, são servidas batatas cozidas seladas na manteiga com ervas, cenoura caramelada com mel e arroz branco flambado na manteiga com castanhas de caju picadas, tempero verde e gergelim preto.

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Depois de um belo almoço como este, é uma boa ideia conferir a Loja Guessar. Ali pode-se comprar objetos da cultura tibetana, inclusive louças e elementos decorativos usados no próprio restaurante.

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Fazer uma refeição no Tashi Ling é mais do que uma experiência gastronômica. É uma experiência de acolhida, de alegria, de tranquilidade.

Tashi Ling

http://www.tashiling.com.br

Fones (51) 4063-6228 e (51) 9678-3184
RS 020, Parada 170 – Bairro Figueira – Três Coroas – RS

A América de Porto Alegre

Há pouco tempo encontrei um blog muito bacana, comandando por uma dupla de Porto Alegre, que relaciona experiências gastronômicas com dicas de filmes. Não conheço os blogueiros (nem pessoalmente nem ‘virtualmente’), mas já adicionei o Cinéfilos Famintos na minha lista de favoritos.

Num dos posts, descobri um lugar sobre o qual nunca havia ouvido falar, a América 308 Burgueria. Fomos conferir a dica! ;)

A Burgueria está localizada na Avenida América 308, daí o nome do estabelecimento.

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Adorei a casa! Que, de fato, tem clima de casa. O piso antigo, a escada e os detalhes decorativos no teto – sem falar no espelho LINDO no banheiro antigão – são de muito bom gosto.

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A “América” também é inspiração no cardápio, que faz uma homenagem ao país famoso por seus hambúrgueres, os Estados Unidos. Por isso, os pratos recebem nomes de ex-presidente norte-americanos. São sete burguers (ou hambúrgueres) do tipo ‘gourmet’, preparados de forma artesanal. Os preços variam de R$ 11,90 a R$ 23,90.

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No período pré-eleitoral, vieram os pedidos providenciais: uma porção fritas (R$ 8,00) e uma Heineken (R$ 4,75).

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Depois chegaram os ex-presidentes. Eu votei no Jimmy Carter: pão, burguer 200g de Linguiça do Bola desmanchada, molho America 208 e queijo gorgonzola (R$ 19,90). A linguiça não estava muito picante, o que é um ponto positivo. E mesmo que estivesse, eu não resisto a um prato que tenha ‘gorgonzola’ como ingrediente.

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O voto do Alexandre foi para o Nixon: burguer carne 200g, mix bacon e chimichurri, molho madeira, cebola caramelizada, mussarela, rúcula e pão integral (R$ 17,90).

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À primeira vista, os burguers parecem um pouco pequenos. Mas como são muito bem recheados, dão conta bem da fome (ainda mais com acompanhamentos).

Entre Carter e Nixon, quem ganhou a eleição foi mesmo a América 308 Burgueria, que garantiu um bom jantar para os eleitores famintos. ;)

América 308 Burgueria

http://www.america308.com.br/
Fones (51) 3207-9400 e 3207-9401
Avenida América, 308 – Bairro Auxiliadora – Porto Alegre

Diversão garantida no Woodoo

Não gosto do tumulto das noites da Cidade Baixa (em Porto Alegre). Papo de velha, eu sei. E olha que eu ainda estou nos vinte e poucos anos. Mas a verdade é que não curto lugares super movimentados, onde quase não dá pra se mexer, não tem lugar pra sentar, a fila é grande, a música é super alta e essa coisa toda.

Mas, sim, há bares bacanas neste bairro (e que não têm todas as características descritas acima). Descobrimos um destes lugares há alguns dias, na internet. No site do Woodoo Lounge Bar, lê-se: ”Woodoo é o espaço para você se sentir em casa. Encontrar os amigos em um lugar super confortável e despojado, ficar atirado e beber cervejas, ou quem sabe mesmo um café ou um chá. No mesmo ambiente, assistir um jogo de futebol ou jogar um videogame. Teremos mesa de sinuca, pinogol, fla-flu, dardos, carteado, pega-varetas – quem sabe não rola até um dorminhoco com rolha…“.

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A proposta me ganhou. A ideia dos jogos não é exatamente inovadora, mas me fez lembrar de uma óóótima experiência vivenciada em um bar em Buenos Aires, o Acabar (leia o post aqui).

Rumamos para o Woodoo e felizmente não encontramos fila na entrada.

Lá dentro, porém, a casa (que tem dois andares) estava beeem cheia.

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O lugar é ideal pra turmas de amigos. E para jovens “bem jovens”. Pelo perfil do pessoal, possivelmente éramos quase titios por ali.

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Quase todo mundo estava entretido com os jogos da casa, tantos os clássicos de tabuleiro até os games moderninos.

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Conseguimos uma mesa pequenininha num canto e logo garantimos uns jogos pra nós. Diversão garantida! =D

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O cardápio tem petiscos e lanches práticos. Primeiro pedimos uma porção de batata “bolinha”.

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Depois dividimos um sanduíche de peito de peru (o de carne de panela estava em falta).

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E, claro, pra completar a diversão, uma cervejinha gelada pros titios.

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Apesar de estar no “tumulto” da Cidade Baixa, o Woodoo tem sua própria personalidade. Não são muitos lugares onde podemos reviver os jogos dos anos 90 (ou até 80). É ótimo para aquelas noites quando o que se quer mesmo é um bar descontraído pra dar altas risadas com os amigos. E, vamos combinar, essa diversão não está restrita apenas para quem tem 20 anos. ;)

Woodoo Lounge Bar

http://woodoolounge.com.br
Fone (51) 3221-9242
Rua João Alfredo, 577 – Cidade Baixa – Porto Alegre

Boas energias no indiano Suprem

Vou aproveitar que é noite de domingo (pelo menos no momento da redação e publicação deste post) para compartilhar uma boa dica para começar a semana com boas energias e com serenidade.

Na medida do possível, esta “paz de espírito” pode ser buscada, dentre outras formas, através da alimentação.

Um lugar em Porto Alegre que pode contribuir para melhorar a segunda-feira (e todos os dias da semana) é o Suprem Restaurante e Café.

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O Suprem é um restaurante indiano e hindu. Por isso, as salas da sua bela casa de dois andares são ornamentadas por elementos que não são simplesmente decorativos, mas carregados de forte significado.

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Da cozinha saem as melhores energias possíveis. Todos os dias é servido um almoço vegetariano, e aos domingos o local é palco de um banquete indiano.

Nosso almoço começou com um bom couvert.

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Não demorou para o prato do dia chegar: arroz, salada verde, tempura (bolinho de legumes), abobrinha ao pesto e fusilli gratinado. Tudo muito bem temperadinho e muito gostoso!

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Numa cumbuca à parte, ainda veio uma Dhal de ervilha.

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Embora estivéssemos realmente bem satisfeitos, fizemos questão de pedir uma deliciosa sobremesa com frutas vermelhas.

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Este fabuloso almoço indiano-hindu-vegetariano no sistema “prato do dia” custou módicos R$ 15,00 (mais a sobremesa).

Só nos restou agradecer pela experiência suprema!

Suprem Restaurante e Café

http://restaurantesuprem.com
 
Fone (51) 3312-2731
Rua Santo Antônio, 877 – Bom Fim – Porto Alegre – RS

O Bonobo mostra que ser vegano é legal

Nem todo mundo conhece a diferença entre o vegetarianismo e o veganismo (alguns talvez nem saibam da existência deste segundo termo).

Eis a explicação que se lê na Wikipédia: vegetarianismo é um regime alimentar que exclui da dieta todos os tipos de carne (boi, peixe, frutos do mar, peru, faisão, porco, carneiro, frango e qualquer ave), bem como alimentos ou produtos derivados. É baseado fundamentalmente no consumo de alimentos de origem vegetal, com ou sem o consumo de laticínios e/ou ovos.

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O veganismo, me parece, é uma filosofia mais abrangente e restrita. A alimentação é um dos elementos desta filosofia. Neste sentido, exclui-se da dieta todo e qualquer consumo de alimentos ou sub produtos derivados de origem animal, incluindo ovos, laticínios (leite, queijo, manteiga) e mel.

Porém, além da comida, o vegano não utiliza produtos não alimentícios provenientes de animais, como lã, couro, seda e pele. Mais explicações do Sr. Wikipédia: É a prática e busca ao fim do uso de animais pelo homem para alimentação, apropriação, trabalho, caça, confinamento e todos os outros usos que envolvam exploração da vida animal pelo homem. O vegano procura abolir qualquer prática que explore animais, zelando pela preservação da liberdade e integridade animal, no exercício da não-violência, a busca por alternativas aos mais diversos produtos, o não consumismo, entre outras práticas. Veganos boicotam qualquer produto de origem animal (alimentar ou não), além de produtos que tenham sido testados em animais ou que incluam qualquer forma possível de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de manufatura”. Resumindo: veganismo é mais do que uma dieta alimentar.

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Explicações feitas, preciso dizer que não sou vegetariana ou vegana. Mas, numa opinião pessoal sobre as duas filosofias, devo dizer que a segunda me parece muito mais sensata e consistente com relação a seus princípios.

Ora, se o sujeito realmente condena o abuso/exploração dos animais a ponto de nortear sua alimentação seguindo este princípio, parece-me razoável que este princípio seja congruente com todas as suas outras ações cotidianas, certo?

Esta discussão serve como pano de fundo para falar de um estabelecimento VEGANO bastante especial em Porto Alegre.

Autointitulado ecológico, o Café Bonobo funciona de quarta a sexta à noite e sábados e domingos ao meio-dia.

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Antes mesmo de entrar, há à disposição de quem quiser uma torneira de água da chuva (oriunda de uma captação que eles mesmo fazem). Dá pra lavar as mãos, limpar o pneu da bicicleta…

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Por falar em bicicleta, ali elas são fortemente indicadas como meio de transporte. Inclusive você pode chegar e estacionar a sua logo na entrada (eventualmente rola até desconto para ciclista!).

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Como é de se esperar, os ambientes são intencionalmente simples (e inevitavelmente charmosos).

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O que mais atrai a atenção são os cartazes que tomam conta das paredes. Este espaço é utilizado para compartilhar um pouco sobre os princípios da casa.

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Outra coisa bacana é a micro-biblioteca. Ali os livros são “livres”, e pode-se emprestar exemplares mediante cadastro.

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O cardápio dos lanches (que são servidos à noite) fica exposto em uma parede do tipo quadro-negro. Muito comentado é o Vegeburguer.

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O almoço, que é servido apenas aos sábados e domingos, custa R$ 15,00 e funciona no esquema “prato do dia” (consulte o site deles para se informar). Fala sério, meu amigo, onde você encontra almoço gostoso e saudável por QUINZE REAIS nos FINAIS DE SEMANA em Porto Alegre?

E já que estamos falando de comida, é bom desmitificar a ideia que se possa ter sobre cozinha vegana. O pessoal do churrasco já vai malhar e dizer que só tem alface, né? Bueno, quem fala isso deve sofrer de falta de criatividade…

Dá uma olhada em alguns dos pratos servidos nos almoços recentes: Rondelle de Couve com Feijão Tropeiro, Polenta na Chapa com Molho de Tomate e Manjericão, Nhoque artesanal de Batata com Molho Caseiro de Tomate com Cenoura e Manjericão, Mix de Lentilha Vermelha com Grão de Bico em Creme de Mandioquinha, Burger de Feijão com Amendoim com Creme de Aipo, Cuscuz Paulista, Batata Bolinha Assada ao Merkén, Farofa de Couve com Alho e Abóbora.

Um arraso, né? Além de vegana, quase tudo é orgânico. Aqui cabe uma explicação do próprio estabelecimento: “Utilizamos alimentos orgânicos e agroecológicos sempre que possível. A farinha de trigo, açúcar, arroz, feijão, grão-de-bico, a couve, o limão, as bananas, as cebolas, o vinagre e alguns outros ingredientes por exemplo, são quase sempre orgânicos. O café, a cachaça e os chás que servimos são todos 100% orgânicos, assim como a maioria dos vinhos que oferecemos.”

Olha a cara boa do nosso almoço dominical. O prato foi formado por…

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… medalhão de berinjela na chapa ao molho de mandioquinha e manjericão…

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… arroz de forno com pimentões e azeitona preta…

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… cebolas marinadas no vinho branco…

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… e salada de folhas.

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Pra beber, uma surpresa muitíssimo interessante, além de simpática. O Bonobo acredita que todos devem ter acesso à água potável livre de qualquer custo, além de evitar produtos que venham em embalagens descartáveis. Por isso, oferecem água filtrada em quantidade livre como cortesia.

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Quem quiser “algo mais:”, felizmente não vai encontrar sequer um tipo de refrigerante, e sim boas opções de sucos orgânicos, como este suco de amora que pedimos.

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Para terminar a ótima experiência, pedimos um alfajor como sobremesa.

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Confesso que não sei “se” ou “quando” me tornaria vegana. O fato é que considero esta filosofia REALMENTE louvável. Acho que mesmo quem não é vegano pode, assim como eu, adotar práticas mais éticas no cotidiano, como o consumo consciente de produtos. Já é um começo.

Bonobo, quando eu crescer, quero ser igual a vocês! =)

Café Bonobo

http://www.cafebonobo.com.br/

Fone (51) 3013-1464
Rua Castro Alves, 101 (esquina com a Felipe Camarão) – Bonfim – Porto Alegre

La Chiviteria e seus lanches uruguaios

A culinária uruguaia já esteve presente em inúmeros posts aqui no Não é um Guia, tanto sobre restaurantes localizados no Uruguai quanto no Brasil.
Provavelmente por causa da proximidade com o vizinho Uruguai, Porto Alegre abriga vários estabelecimentos que oferecem este tipo de gastronomia.
Foi por acaso que conhecemos mais um bom restaurante deste gênero na capital gaúcha. Passamos em frente, gostamos do nome e resolvemos entrar na La Chiviteria.
 
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Nos dois ambientes (praticamente integrados), encontramos as mesas lotadas. Algumas pessoas inclusive aguardavam, no balcão, vagar uma mesa.
 
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Não passa despercebida, claro, a parrilla. De lá saem carnes como Carré de cordeiro (R$ 59,00), Asado de tira (R$ 39,50 – duas pessoas), entrecot (R$ 41,00 – duas pessoas), salsicha parrillera (R$ 13,90), morcilla (R$ 7,90) e riñon (R$ 13,50).
 
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O menu tem ainda lanches como os panchos, chivitos e milanesas.

O Alexandre elegeu o prato que dá nome ao restaurante, o chivito, um lanche que não tem erro! E foi no Chivito Canadiense: pão, bife de filé, presunto, bacon, alface, tomate, queijo, azeitona, pimentão vermelho em conserva, ovo cozido e maionese + fritas (R$ 15,90).

 
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Eu escolhi a Milanesa de Pollo (que é um chivito com carne à milanesa). Pedi o de Pollo: pão, bife de frango à milanesa, alface, tomate, ovo cozido e maionese + fritas (R$ 15,90).
 
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Mais uma boa experiência uruguaia em solo gaúcho!
 
Parrilla La Chiviteria Del Uruguay
www.lachiviteria.com/
Fone (51) 3333-3399 
Av. do Forte, 1088 – Cristo Redentor – Porto Alegre
 

Buffet vegetariano no Prato Verde

Nem todo buffet livre é sinônimo de comilança desregrada e pesada. Prova disso é o Prato Verde, um dos endereços de comida vegetariana mais conhecidos de Porto Alegre.

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O estabelecimento existe desde 1991 e seus ambientes ficam em um “porão” (bem iluminado, diga-se de passagem).

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Servido diariamente, o almoço é livre e custa R$ 15,00 de segunda a sexta, R$ 16,00 aos sábados e R$ 17,50 aos domingos. No preço está incluso bebida LIBERADA. Obviamente, esqueça o devasso “refri refil”. Ali são servidos dois tipos de sucos. No dia em que estivemos lá, encontramos suco de laranja (com ou sem açúcar) e de manga (com ou sem açúcar).

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O buffet é especializado na cozinha vegetariana (às quintas-feiras, o cardápio é vegano, apenas com alimentos de origem vegetal). Os pratos são elaborados com ingredientes naturais, orgânicos e/ou integrais.

O cardápio do dia pode ser conferido no site. As opções do nosso almoço eram: pizza romanesca (bem boa), pizza de banana, arroz branco, arroz integral, lentilha, feijão, strogonofe de legumes, batata palha, quibebe (espécie de purê de abóbora) e picadinho de soja, além de 14 tipos de saladas.

Fotos de buffet costumam ser ingratas (ainda mais feita com câmera de celular, como foi o caso). Mas, acredite, ao vivo os pratos são bem saborosos.

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Há ainda uma pequena variedade de sobremesas.

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Para os mais esfomeados ou para os mais comedidos, o almoço é farto e com ÓTIMO preço. E nem importa se você é vegetariano ou não: comida saudável é um benefício para todos. =]

Prato Verde Cozinha Vegetariana

http://www.pratoverde.com.br/

Fone (51) 3388-6659
Rua Santa Teresinha, 72 – Bom Fim – Porto Alegre

 

Costaneira, o flutuante de Rio Pardo

A pequena e histórica cidade de Rio Pardo já esteve aqui no Não é um Guia, em abril de 2011.

O assunto daquele post é o mesmo deste, o Restaurante Flutuante Costaneira, uma grande atração do município.

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O Costaneira existe em Rio Pardo, na Praia dos Ingazeiros, desde 1990. Esta praia pequena e simples está localizada no encontro dos Rios Pardo e Jacuí. Na minha opinião, não há uma boa estrutura de conforto e lazer, por isso o restaurante é mesmo o centro das atenções.

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Nestes dias de temperaturas elevadas é comum encontrar filas (tanto para o almoço quanto para o jantar). Portanto, procure chegar cedo – ou tarde.

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A peculiar característica do Costaneira é que ele é flutuante. Ou seja, se o rio sobe, toda a estrutura do estabelecimento sobre também.

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Os dois ambientes do estabelecimento foram reformados há algum tempo. Continuam simples e expostos ao calor (e aos mosquitos), mas nada que atrapalhe o objetivo final: comer um excelente peixe.

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A casa oferece serviços à la carte (que foi mostrado no post anterior) e buffet por quilo (R$ 25,00). Com o movimento em alta, o buffet tem sido servido de sextas e sábados à noite e sábados e domingos ao meio-dia.

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Nas saladas: alface, tomate, pepino, vagem, couve-flor, beterraba, cenoura e salada de maionese.

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E, finalmente, o desejado filé de traíra, que é servido frito ou grelhado.

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Para acompanhar, um gostoso molho com cebola, pirão, croquete de peixe e os básicos batata frita, arroz e pão.

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O peixinho realmente é delicioso e merece a fama.

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Na histórica cidade de Rio Pardo, o Costaneira já marcou a sua história!

Restaurante Flutuante Costaneira
Fone (51) 9855-6382
Praia dos Ingazeiros – Rio Pardo – RS

Danúbio, um clássico caxiense

Décadas e décadas de casa cheia são um forte indicativo de que um restaurante é muito bom. Este é o caso do Danúbio, um grande clássico de Caxias do Sul.

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Estivemos ali há poucos dias, em uma noite de sábado, e tivemos que aguardar um booom tempo até vagar uma mesa.

O estabelecimento ocupa dois andares do prédio de esquina. No térreo, um ambiente com poucas mesas, luz clara e balcão, tudo no clima de bar mesmo.

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Com paredes de pedra (outro clássico caxiense), o salão do subsolo tem mais cara de “restaurante”.

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Mas o Danúbio não é famoso por seus ambientes, e sim por sua comida farta e saborosa.

O cardápio já foi inclusive premiado! O “Bauru Rei” conquistou o título de Melhor Prato da cidade (concedido pelo Prêmio Divina Cozinha Top). A saber: o Bauru Rei (que é servido no prato) é feito com carne, queijo, presunto, alface, tomate, cebola, ovo cozido, milho, ervilha e molho verde especial. O de filé mignon sai por R$ 98,00, e o de bife por R$ 80,00. Detalhe: este prato serve QUATRO PESSOAS.

E são mesmo os baurus os grandes atrativos do menu, como o Bauru com Tomate: carne, queijo, presunto, molho de tomate e molho verde especial. Custa R$ 70,00 (filé mignon), R$ 55,00 (bife de coxão de dentro ou patinho) e R$ 55,00 (frango). Estes preços também são para quatro pessoas, mas é possível pedir 1/4 ou meia porção. Todos os baurus são acompanhados de pão e arroz.

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As porções super generosas (e o refrigerante dois litros) deixam claro que o lugar é uma grande pedida para ser frequentado por famílias ou grupos de amigos.

O cardápio tem ainda uma looooonga lista de filés, bifes e frangos preparados com todo tipo de ingrediente e com valores diversos.

Ok, eu sei que o Bauru Rei é o rei da casa, mas não resisti quando li a descrição do Bife de Frango Gratinado: frango à milanesa coberto por três queijos, molho de tomate e orégano ao forno. Nhammmmi! Eu e o Alexandre escolhemos a meia porção, que custa R$ 48,00 (a inteira é R$ 60,00 e a de 1/4 é R$ 27,00). Muito gostoso!

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Além do pão e do arroz (já incluídos no prato), pedimos também uma saladinha básica de alface.

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Se o pessoal de Caxias, que está acostumado com comida farta e muuuuito  saborosa, faz fila pra frequentar o Danúbio, tenha certeza que o lugar realmente é uma grande escolha! ;)

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Fone (54) 3223-1566
Avenida Itália, 210 – Bairro São Pelegrino - Caxias do Sul – RS


O Não é um Guia é um blog que reúne despretensiosos relatos de experiências gastronômicas vivenciadas em lugares interessantes e desinteressantes, escritos por alguém que não entende de culinária, não sabe cozinhar e é especialista em tele-entrega.

Quem vos escreve

Giovanna Berti Previdi, publicitária, gremista, não gosta de atum nem de presunto. Seu atual lugar no mundo é Santa Cruz do Sul, mas gosta mesmo é de viajar. Contato: gica_bp@yahoo.com.br

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