Um passeio pela Rota Germânica do Rio Pardinho

Na minha humilde opinião, um dos aspectos mais importantes do turismo é a gastronomia. O post de hoje tem um pouco dos dois: passeio e comida.

O destino é a Rota Germânica do Rio Pardinho, que fica no interior do Vale do Rio Pardo, na estrada que liga Santa Cruz do Sul a Sinimbu.

A Rota reúne atrações que restagam um pouco da história da colonização alemã na região, valorizando elementos como cultura, artesanato e culinária. De acordo com informações da Secretaria de Turismo, o lugar foi fundado em 1852. Anote aí uma dica útil: prefira fazer o passeio em um domingo, quando tudo fica aberto.

Os casarões antigos (alguns com fins comerciais e outros residenciais) estão presentes ao longo de todo o caminho.

O nosso passeio incluiu uma parada na Basteleihaus – Casa de Trabalhos Manuais, onde são comercializados artesanato em palha de milho, esponja vegetal e filtro de café, além de arranjos florais, tricô, crochê, bordados e pintura. O que mais nos interessou, claro, foi a pequena amostra de peças antigas e antiguidades, algumas delas à venda. Um dos itens curiosos que encontrei foram edições da Revista Capricho da década de 1950.

Fomos muito bem recebidos pela proprietária, que nos explicou que casarão foi construído pelos seus avós, no começo do século XX. Muito interessante o painel que expõe as fotos de todos os casamentos realizados na família ao longo das décadas. O atendimento é feito aos finais de semana e feriados, ou com agendamento.

Mas este é um post de experiências gastronômicas, então falemos logo de comida. O restaurante existente na Rota é o Vale Verde, que serve buffet e lanches.

Aos domingos é servido um buffet especial, com pratos típicos alemães. O valor é R$ 18,00 por pessoa (ou R$ 27,00, se incluir espeto corrido).

Fotografar buffet é uma tarefa um tanto ingrata, ainda mais quando ele já foi quase completamente dizimado pelos clientes. Então não reparem nas poucas (e feias) fotos.

A variedade de saladas é boa, com a presença obrigatória de pratos como repolho e salada de batata.

Algumas das iguarias servidas: galinha recheada, tripa grossa, linguiça cozida, eisbein (joelho de porco), pernil de porco, galinhada, batata cozida, feijão, massa e polenta frita.

Eis um registro do prato do Alexandre.

O meu ficou mais discretinho. Tudo bem, vamos lá, confesso que não sou uma entusiasta da gastronomia alemã. Mas tudo o que comi estava bom!

Ah, sim, importante o registro da nossa bebida: um estiloso guaraná Fruki de garrafa.

Se o joelho de porco passa longe das minhas preferências, o mesmo não posso dizer dos doces alemães. O buffet de sobremesa é uma atração à parte! São muuuitas opções, como os deliciosos pudim de sorvete e a torta alemã. Sério, é de babar!

Mesmo depois destes doces maravilhosos, não poderíamos deixar de prestigiar outra gostosa atração, a Cucas Gressler (Kuchenhaus).

Ali são vendidos pães, biscoitos, compotas, bolos, tortas, além da famosa dupla cuca e linguiça. Tudo feito de forma caseira.

As cucas são apresentadas assim, em grandes formas, aí o cliente escolhe os sabores e os tamanhos dos pedaços.

Nós escolhemos as cucas de farofa, de banana e de abacaxi. Estes três pedaços generosos (a bandeja era grande) custaram, no total, apenas R$ 8,00.

A Rota Germânica do Rio Pardinho inclui algumas outras atrações além destas, claro. Mas quando se trata de turismo, gastronomia pra mim é sempre o assunto principal. ;)

Restaurante Vale Verde
Fone (51) 3704-5156

Kuchenhaus – Cucas Gressler
Fone (51) 3704-5035

Basteleihaus – Casa de Trabalhos Manuais
Fones (51) 3704-5060 ou (51) 9994-6827

5 Respostas para “Um passeio pela Rota Germânica do Rio Pardinho”


  1. 1 deliciasdaisa junho 16, 2012 às 10:41 pm

    que delicia de passeio!!!

    cucas saborosas! sobremesas maravilhosas!

    http://deliciasdaisa.blogspot.com.br/

  2. 2 Beto Muller junho 17, 2012 às 2:08 pm

    Fantástico post Gica! Parabéns.

  3. 3 Turista junho 21, 2012 às 2:39 pm

    o pessoal de rio pardinho é beem caprichado, mas eu gostava de umas cucas feitas na hora que tinha na vila tipica da Oktoberfest.hmmm .só que agora na ultima Oktober ja nem tinha mais e nem encontrei mais elas nunca mais… :\

  4. 4 Turista junho 21, 2012 às 2:40 pm

    eram as melhores cucas do mundo!!

  5. 5 Augusto julho 3, 2012 às 1:02 pm

    Conheco os luigares fotografadosm realmente, uma volta ao passado no presente momento.
    Abraço e bom trabalho feito.
    Augusto.


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O Não é um Guia é um blog que reúne despretensiosos relatos de experiências gastronômicas vivenciadas em lugares interessantes e desinteressantes, escritos por alguém que não entende de culinária, não sabe cozinhar e é especialista em tele-entrega.

Quem vos escreve

Giovanna Berti Previdi, publicitária, gremista, não gosta de atum nem de presunto. Seu atual lugar no mundo é Santa Cruz do Sul, mas gosta mesmo é de viajar. Contato: gica_bp@yahoo.com.br

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