Arquivo de março \27\UTC 2011

A Cantina do Toco e o seu Chopp Terapia

Por mais que eu adore pesquisar restaurantes em sites e blogs, de vez em quando é bom apostar no desconhecido. Conhecer um lugar sem nunca ter ouvido falar nele, sem nenhuma indicação.

Foi assim que se deu a experiência deste post, que traz o relato de uma descoberta muito, muito, muito positiva. Tudo começou quando o Alexandre, meu excelentíssimo namorado, desatou a comprar no Groupon (http://www.groupon.com.br), um site de compras coletivas. Um das aquisições foi uma refeição para duas pessoas na Cantina do Toco, que até então não conhecíamos. Mal sabíamos o tempo que havíamos perdido por não frequentar o restaurante antes.

Num domingo desses, fomos até a zona sul de Porto Alegre para conhecer a Cantina do Toco. Trata-se de uma casa bonitinha, com mesas no pátio da frente e mais vários ambientes internos.

Nos acomodamos no ambiente da entrada, onde almoçavam algumas famílias.

Nosso voucher dava direito a uma entrada, um prato principal e dois chopps, todos com sabores já definidos. Enquanto aguardávamos a entrada, folheamos o cardápio. Bilíngue, em português e em italiano, contém diversos pratos tradicionais da cozinha italiana, com várias opções de molhos servidos em massas como espaguete, talharim, penne e nhoque. Também constam saladas, filés, frutos do mar e sobremesas.

Começamos a refeição com uma caponata – berinjela, pão italiano e patê de fígado. A berinjela estava muito boa (e o patê de fígado, claro, dispensei).

No cardápio, logo nos chamou atenção a enorme carta de cervejas, com marcas oriundas de países como Espanha, Escócia, Inglaterra e Estados Unidos. A melhor surpresa, porém, foi descobrir que, além de ser mestre na culinária italiana, a Cantina do Toco também é especialista em chopp, produzindo a sua própria cerveja artesanal.

Trata-se do Chopp Terapia, uma produção de cerveja puro malte, maturadas na garrafa, não pasteurizadas e não filtradas, comandada pelo cervejeiro Toco Taffarel. Atualmente, são quatro as variedades disponíveis: Golden Ale, Bitter Ale, Kölsch e Red Ale.

Começamos pelo tipo contemplado em nosso voucher, o Golden Ale (cerveja de alta fermentação produzida com dois tipos de malte. Possui corpo médio e cor dourada. 5,5% ABV). Com um sabor bem forte, devo dizer que é ótima, mas certamente não serve para ‘menininas’. =)

Voltemos à comida. Depois da entrada, chegou à mesa nosso Polpetone à Milanesa com molho de tomate. Delííícia.

Fazendo companhia ao Polpetone, uma porção de Batata Souté.

Tudo, claro, sempre acompanhado pelo chopp artesanatal da casa. Depois do Golden Ale, decidimos provar outros sabores. Fomos muitíssimo bem orientados pelo proprietário da casa (que, se não faço confusão, é o mestre cervejeiro). Ele foi suuuuper solícito, nos explicou um pouco sobre o malte de cada cerveja. Nos indicou o tipo Blond, que ainda não estava incluído no cardápio, mas que seria servido para nós.

Achando a Golden Ale um tanto forte, cheguei a pedir um chopp Pilsen. Foi só provar o Blond do Alexandre, porém, que mudei de ideia imediatamente. Não sei se, de fato, ‘é das loiras que eles gostam mais’. Mas essa cerveja Blond da Cantina do Toco é boa demais! Super recomendada! =)

Ao final da refeição, fomos convidados pelo gentil proprietário para conhecer o local de produção das cervejas, com direito a explicação detalhada e tudo mais. Claro que, terminada a conversa, compramos a nossa garrafa pra levar pra casa.

Ah, e ainda tem mais. A Cantina do Toco conta com o Armazém Taffarel, onde pode-se comprar geleias e pães artesanais.

Não sei dizer que foi melhor: a comida, o chopp ou o atendimento. Sem risco de arrependimento, aconselho: com ou sem voucher, conheça a Cantina do Toco imediatamente! Uma experiência maravilhosa – graças ao faro do meu namorado, que se faça justiça – que espero repetir muitas e muitas vezes.

Ristorante Cantina do Toco
http://www.cantinadotoco.com.br
Fone (51) 3248-6644
Rua Ladislau Neto, 45 – Ipanema – Porto Alegre
Atendimento: Segunda a Sexta das 19h00 às 23h30; sábados das 11h30 às 15h30 e das 19h00 às 23h30; domingos das 11h30 às 15h30.

Para a sobremesa, cucas

O que você espera de um lugar chamado Casa das Cucas?

Sim, se você procura aquele bolo doce com cobertura, certamente encontrará na Casa das Cucas Waechter, em Santa Cruz do Sul. Logo no primeiro ambiente do estabelecimento há um balcão onde se exibem cucas de vários sabores, como morango, abacaxi, ameixa, requeijão, morango com chocolate, uva e muitas outras.

Não é preciso adquirir uma cuca inteira. Para provar mais sabores, é possível comprar metade, 1/4 ou 1/8 do bolo, que varia de R$ 28 (a inteira) a R$ 3,50 (o menor pedaço).

Neste post, porém, a cuca não é protagonista, e sim apenas a sobremesa. É que, ao contrário do que o nome dá a entender, a Casa das Cucas não serve apenas este típico bolo alemão. Ali também funciona um restaurante onde pode ser encontrado um bom almoço, servido de segunda a sábado em um ambiente tranquilo.

Pode-se escolher o buffet por quilo (R$ 27,25/kg) ou livre, que sai por R$ 14,75 (com valores menores para crianças). É um preço justo por uma comida honesta, caseira. Há boas opções de saladas, massas, carnes e outros acompanhamentos variados.

Há duas alternativas de sobremesa: as bem simples (incluídas no buffet) e algumas mais elaboradas (não inclusas).

O meu conselho, na verdade, é abdicar destas sobremesas e deixar um espacinho para provar as cucas. Se preferir, escolha alguns sabores e leve para casa, já que a cuca é um excelente acompanhamento para um cafezinho no meio da tarde.

Casa das Cucas Waechter
Fone (51) 3711-2956
Rua Carlos Trein Filho, 670 – Centro - Santa Cruz do Sul

O chivito do Don Peperone

A viagem para Montevidéu foi no final do ano passado, mas ainda há alguns bons lugares sobre os quais não comentei no Não é um Guia. Vez ou outra vou intercalando esses registros de viagens com as experiências mais recentes.

Quem merece – e muito – ser lembrado e compartilhado aqui no blog é o  Don Peperone.  Apesar do nome italiano, o Don Peperone é uma rede de restaurantes localizada no Uruguai.

Conheci o estabelecimento situado na Rua Sarandí, ocupando uma casa de três andares em uma esquina. O lugar é grande e espaçoso, com várias mesas à escolha dos clientes nos três níveis.

A decoração é escura, o que dá um certo clima de sofisticação, muito embora o Don Peperone não seja requintado.

Pelo contrário, aliás: como a casa tem um horário de atendimento bem flexível, me parece uma escolha para ir a toda hora. O restaurante fica aberto o dia todo, da manhã até o começo da madrugada.

Eu e o Alexandre chegamos lá para o almoço, e de cara já gostamos do que vimos. Com televisores exibindo clipes de rock, o lugar todo parecia meio rock’n'roll. Essa ideia mudou um pouco quando chegaram várias famílias e vááárias “senhoras de idade” para almoçar. Pois é, parece que o Don Peperone agrada todo mundo.

No almoço é servido um buffet, mas nem chegamos perto para conferir essa opção. Também há sugestões de menu executivo, que custam pouco mais de 200 pesos. Ficamos mesmo no cardápio à lá carte, formado por vários sabores de pizzas e massas (daí o nome italiano), além de pratos da cozinha do Uruguai.

Primeiro, como acontece nos demais restaurantes por lá, o “pãozinho” couvert. 

Nossa aposta foi em uma tradição uruguaia, o Chivito Canadense, ambos de frango e acompanhados de batata frita. O recheio é completão, com tomate, pimentão, alface, queijo, azeitona, ovo e presunto (eu pedi sem ovo e sem presunto, claro). Muy sabroso!

Para melhorar ainda mais, uma Patricia dividiu a mesa conosco.

Ótimo ambiente, com ótima comida e preço. Quando estiver em Montevidéu, dê um alô para o Don Peperone!

Don Peperone
Sarandí 650 – Montevideo, Uruguay

O nordeste fica na Cidade Baixa

Não sou a maior fã da Cidade Baixa, o bairro porto-alegrense conhecido pela reunião de muitos bares e restaurantes. Meu espírito “idoso” às vezes me faz considerar o bairro meio tumultuado, lugares muito lotados, falta de vagas pra estacionar, aquela coisa toda.

Mas é inegável: se a região boêmia está sempre cheia de frequentadores, é porque boa coisa há por ali. De fato, excelentes opções gastronômicas moram na Cidade Baixa. Uma delas, vinda diretamente do nordeste brasileiro, atende por Dona Zefinha.

No restaurante-bar, a presença nordestina é forte em tudo: nas receitas, nos nomes dos pratos, nos uniformes dos atendentes e em cada detalhe da decoração. É uma viagem sem precisar comprar passagem.

Vamos por partes, começando pelos ambientes. São dois, ambos sempre bem cheios. O ambiente externo fica junto da calçada. No verão, procurar um lugar para sentar é como procurar o Wally.

O ambiente interno é climatizado, então é garantia de casa cheia em qualquer estação.

A decoração é suuuper caprichada, cheia de detalhes. Há pinturas e objetos por toda a parte, contribuindo bastante para criar o clima típico. Tecidos coloridos forram as paredes, que ainda são ornadas por quadros, placas e outros adereços diversos.

No cardápio, os pratos estão separados por grupos como “Pra saciar a fomi”, “Oxente coisa boa!”, “Di cumê pra se lambuzá”, “Té pareci que tô na praia”. São muitas – muitas mesmo! – as opções, é difícil escolher. Há variedades como acarajé, tapiocas, pasteis, sanduíches, carnes, frutos do mar e sobremesas. No site do Dona Zefinha pode-se consultar o cardápio completo, além de conferir belas fotos.

Eu e o Alexandre optamos por dividir as escolhas, podendo provar mais pratos. O primeiro pedido não foi exatamente um pedido: volta e meia os garçons ficam passando com a bandeja e oferecendo com uns petiscos já prontos. Bom para o restaurante, já que se consome mais, e para os clientes, que não precisam esperar para experimentar as delícias. Nos rendemos para uma empadinha recheada de… bom, não lembro qual era o recheio, só sei que era bom. Não se assuste com as pimentas da foto: apesar de grandes, são leves.

Na sequência pedimos o ‘Sanduíche Danado de Bom’ (R$ 9,90) – carne de sol acebolada com mussarela. Oxeeeeeeente, que arretado esse sanduíche! Ainda veio acompanhado por uma bela porção de batata frita. Vai com fé que eu assino embaixo!

Gostamos tanto da carne de sol que não tivemos dúvidas e fizemos outra escolha com o mesmo ingrediente. Foi a vez de um ‘Achadinho de Carne de Sol’ (R$ 9,90) porreta nos encantar. Eita que tava bom!

Além do cardápio à lá carte, também é oferecido um buffet de pratos típicos, que não chegamos a experimentar.

Para beber também há bastante variedade. Sucos, caipirinhas, licores, cervejas, batidas, cachaças, vinhos e outras bebidas diversas fazem a alegria da galera. Nós optamos pelo tradicional choppinho mesmo.

Uma noite porreta, arretada e cheia de outras interjeições nordestinas. O Dona Zefinha vale super a pena para um happy hour ou para um jantarzinho animado, oferecendo uma comida típica preparada com todo amor e carinho. Como consta em seu próprio cardápio: “Di cumê pra se lambuzá!”

Dona Zefinha
http://www.culinariadonazefinha.com.br
Fone (51) 3072-5557
Rua General Lima e Silva, 776 – Cidade Baixa - Porto Alegre

O romântico Al Dente

Hora de trazer um pouco de romantismo para o Não é um Guia. O cenário de um romântico e agradabilíssimo jantar foi o Al Dente Ristorante, conceituado estabelecimento de Porto Alegre.

Uma bela casa de dois andares abriga o restaurante especialista na culinária italiana. Todos os detalhes colaboram para uma decoração muito charmosa: luz baixa, mesas iluminadas por velas, toalhas floridas, janelas com cortinas… tudo muito bonito e aconchegante. Perfeito, claro, para um jantar a dois.

O cardápio do Al Dente é caprichado, recheado por pratos requintados, legítimos representantes da boa mesa da Itália. Nele constam antepastos, saladas, carnes, e uma divina de seleção de massas servidas com molhos sofisticados, além de massas recheadas, como tortéi, ravióli e capeleti.

Tive a oportunidade de conhecer o Al Dente junto do Alexandre, meu excelentíssimo namorado e companheiro de experiências gastronômicas. Nem bem sentamos e logo veio à mesa o couvert, composto por pãezinhos variados, caponata e patês.

Acompanhando o couvert, dividimos um drink básico: capirinha de limão.

Para os pratos principais, escolhemos as sugestões selecionadas para o mês de aniversário (fevereiro). O meu delicioso pedido foi  o Tagliatelli gorgonzola (pasta ao molho de queijo gorgonzola e nata). Por conta do couvert, nem consegui dar conta de todo o prato, mas estava o sabor estava simplesmente impecável.

A massa do Alexandre foi o Fettucinne mafioso (pasta com iscas de filé, molho de vinho, champignon, pimentões e manjericão). Assim que ele limpou o prato, o garçom veio oferecer mais uma porção. Sim, só então descobrimos que a massa é preparada em maior quantidade, e o restante da porção fica em uma panelinha quente, à espera dos clientes mais gulosos.

Nossas pastas deliciosas foram acompanhadas por uma espumante geladinha, apropriada para o clima de verão. 

Desnecessário dizer que não sobrou espaço para a sobremesa, né? 

Uma experiência maravilhosa foi o que nos proporcionou o Al Dente Ristorante. Gastronomia sofisticada, ambiente sofisticado, companhia… bem, a companhia não é tão sofisticada assim, mas sem a menor dúvida é a melhor do mundo. ;)

Al Dente Ristorante
http://www.aldenteristorante.com.br 
Fone (51) 3343-1841
Rua Mata Bacelar, 210 – Auxiliadora – Porto Alegre

O galeto do Restaurante da Gruta

Pena que o computador ainda não transmita cheiro. Se essa tecnologia existisse em seu monitor, celular ou tablet, neste exato momento você estaria sentindo o irresistível cheirinho de um galetinho bem temperado e assado, o melhor encontrado em Santa Cruz do Sul.

Essa delícia é servida em um dos mais tradicionais restaurantes da cidade, o Restaurante Parque da Gruta. O estabelecimento fica no conhecido ponto turístico de mesmo nome, no bairro Higienópolis. O nome, aliás, se deve ao fato de ali existir uma gruta de origem natural, aberta para visitação.

O Parque reúne vários hectares de uma estrutura de lazer junto à natureza, contando com churrasqueiras, playground, um pequeno zoológico, teleférico e um lago artificial com pedalinho. O melhor do lugar, porém, é mesmo o restaurante.

Instalada junto do lago artificial, a casa (que na verdade é um grande galpão) oferece um ótimo ambiente ao livre na grande sacada, onde ficam várias mesas.

Climatizado, o grande salão interno abriga o buffet.

Numa sexta-feira, começando precocemente o clima do final de semana, almocei por lá com os meninos da criação, Rafael, Fabiano e Sandoval, meus divertidos colegas da agência.

Vamos voltar a falar de comida? São três as opções de cardápio, adequadas para todo tipo de bolso e de fome: 1) buffet livre;  2) buffet livre + galeto; 3) buffet livre + galeto + rodízio de carnes. Todas as opções acompanham sobremesa. Os preços ficam na faixa de quinze, vinte e vinte e cinco reais, respectivamente (nos findis e feriados o valor sobe).

Posso assegurar que o buffet, sozinho, dá conta tranquilo da tarefa de proporcionar uma boa refeição. As saladas são variadas e há bons pratos quentes, inclusive com algumas carnes. Tá mais que bão!

O problema, querido ser humano com olfato, é resistir ao cheirinho do galetinho, aquele mesmo, do início do post. Aí está a imagem dele, descaradamente envolto por cebolinhas, tomatinhos e temperinhos verdes, rodeado por belas polentinhas. O assassino de dietas vem à mesa em uma chapa quente, que o mantém quente o suficiente para que exale o tal cheiro, conquistando sem piedade todo mortal cliente.

Se isso não for suficiente para você, faça como o Rafael e o Fabiano e se joge no completão buffet+galeto+rodízio. Este último dá direito a carnes como coração de frango, lombinho de porco e picanha.

Terminando o “leve almocinho em dia de semana”, ainda tivemos forças para ir até o buffet das sobremesas antes de voltar para mais uma criativa tarde de trabalho. :)

Restaurante Parque da Gruta
Fone (51) 3713-3472
Rua Capitão Pedro Werlang, 1570 - Santa Cruz do Sul

À Lá, meu bom À Lá….

Digamos que você esteja na capital gaúcha, longe da cozinha da sua mãe, da sua vó, da sua tia. Já é meio-dia e você se pergunta: “e agora, onde posso almoçar uma comidinha caseira???”. Como diriam as Organizações Tabajara: seus problemas acabaram!

A solução atende pelo nome de Bistrô do À Lá, um pequeno e simpático restaurante no Moinhos de Vento. Com mesinhas em frente ao estabelecimento, o À Lá também recebe seus clientes em outra área externa, localizada nos fundos, e no ambiente interno, onde fica o buffet.

Dependendo do horário, não raro se forma uma fila em frente ao lugar. A espera vale a pena. Com sistema de buffet livre (R$ 15,50), o Bistrô acolhe os filhos, netos e sobrinhos órfãos de comida caseira, servindo-os com pratos reconfortantes, como arroz, feijão, batata frita, ovo frito e bifes (frango e carne), sem falar na lasanha, que é ótima. Para completar, opções de salada e de sobremesa.

Não bastasse isso, fazendo o papel de uma boa mãe, sempre vem alguém perguntar se você quer um bom bife com queijo, bem quentinho preparado na chapa.

Melhor do que o Bistrô do À Lá, só mesmo almoço em casa de família italiana. ;)

Bistrô do À Lá
(51) 3222-3278
Praça Doutor Maurício Cardoso, 53 - Moinhos de Vento, Porto Alegre

Espetinhos harmonizados com futebol

O cardápio de hoje é o mesmo do último post: churrasco no espeto. Dessa vez, a iguaria é servida em outra cidade e em outro estabelecimento, que atende pelo nome de Espetinhos do Bubba.

Localizado na avenida mais famosa de Santa Cruz do Sul, a Imigrantes, o Espetinhos do Bubba é uma agradável novidade inaugurada no mês passado. 

O Bubba fica junto da Zoom 7, um campo de futebol sete. O destaque do lugar certamente é o deck, um espaço ao ar livre coberto por árvores, excelente para as noites fresquinhas que estão chegando. Há ainda um ambiente coberto e climatizado (ficarei devendo as fotos).

Fui conhecer o lugar na divertida companhia da amiga e jornalista Márcia Melz, autora de algumas das fotos deste post. O motivo que levou essa dupla de gremistas até lá foi um jogo do Grêmio. Não, o tricolor gaúcho obviamente não estava jogando no campo de futebol sete. O jogo em questão estava sendo exibido pela TV, e o Espetinhos do Bubba se mostrou um bom lugar para assistir partidas de futebol. O cardápio, aliás, é perfeito para este tipo de ocasião.

Por falar nele, o cardápio, vamos apresentá-lo. Ele é composto por vários sabores de espetinhos, tais como: picanha, entrecot, frango, coração de frango, pernil suíno, camarão, linguiça, kafta, queijo, frutas com chocolate e abacaxi com canela. (Todos os sabores salgados, importante dizer, são acompanhados por pãezinhos temperados). Há também as sugestões de combo, que são combinados de espetinhos salgados e doces. Outros petiscos que aparecem no cardápio são polenta, mandioca e fritas.

Gostei do fato de os espetinhos serem pequenos – e com preços super em conta, variando de R$ 3,00 a R$ 8,00. Assim, dá pra provar vários sabores em uma mesma refeição. Que o diga a Dona Márcia, que mandou ver nas escolhas. Começamos com um espetinho de sobrecoxa de frango (R$ 3,50) pra ela e um espetinho de xixo (R$ 4,00) pra mim.

Na sequência, eu fiquei com o de frango, e ela com o entrecot grill (R$ 5,00). A Márcia ainda pediu tripla sobremesa: primeiro, dois espetinhos de abacaxi com canela (R$ 3,00), depois, um de morango com chocolate (R$ 3,00). 

Tudo muito bom, devidamente acompanhado de umas cervejinhas geladas (entre R$ 4,00 e R$ 5,00). Uma pequena ressalva: não se enrole para fazer seu pedido. De acordo com o sabor, o espetinho pode ser um tanto demorado.

Um alerta para você, cidadão de bem, que não gosta de pagode. De quarta a domingo rola música ao vivo no Espetinhos do Bubba, e domingo é dia de pagode. Quem gosta, faz a festa. A minha opção, que fica como conselho para os bem-aventurados leitores, é: neste dia, fique em casa e peça tele-entrega. 

Saldo da noite: vitória de goleada do Grêmio, gostosos petiscos e boas risadas em um lugar bem agradável. Melhor do que isso só mais um título da Libertadores, heinhô Batista?!

Espetinhos do Bubba
http://www.twitter.com/Espetinhosbubba 
Fone: (51) 3053-0200
Av do Imigrante, 201 – junto ao Zoom 7 – Santa Cruz do Sul

Lombinho e provolone no Churrasquinho do Chef

O churras deste domingo fica por conta de uma microchurrascaria, o Churrasquinho do Chef, localizado em uma bela casa em Porto Alegre. A foto da fachada é do site do restaurante (lá podem ser encontradas outras imagens bem bonitas do lugar).

A área externa faz sucesso quando o clima colabora. Com dois andares e uma decoração bem bacana, os ambientes internos são perfeitos para qualquer estação, pois contam com climatização e com lareira.

Nos sábados rola música ao vivo; nos demais dias um telão é utilizado para exibir shows.

As estrelas da casa obviamente são os churrasquinhos, diferentes variedades de carne assadas no espetinho. Picanha, xixo, costela, fraldinha, lombo, cordeiro, contrafilé, frango e queijo são as opções disponíveis aos clientes.

Além do churrasquinho, o cardápio também é composto por saladas, acompanhamentos e outros pratos, como linguiça mignon.

Começamos dividindo um churrasquinho de lombo, que veio acompanhado de farinha e de molho vinagrete. Não esquecemos também de pedir um pãozinho temperado. Quentinho, bem assado e saboroso o lombinho.

Para completar a refeição, dividimos outro prato, o Provolone à Moda do Chef, que consiste em uma grande fatia de provolone coberta com bastante rúcula, tomate seco, azeitona e orégano. Uma delícia!

O estabelecimento oferece boa variedade de chopps e de cervejas importadas. O chopp Heineken foi a nossa escolha.

Bom para uma janta, para um happy hour, para ir a dois ou com os amigos. O Churrasquinho do Chef apresenta, com muita praticidade, todo sabor de um bom churrasco e seus acompanhamentos.

Churrasquinho do Chef
http://www.churrasquinhodochef.com.br
(51) 3029-2949
Rua Vasco da Gama, 945 – Rio Branco – Porto Alegre

A Edith Piaf do Mercado das Pulgas

Depois de um recente post sobre mercado público, o texto de hoje é sobre outro mercado, o das pulgas. E não se trata de um qualquer: o lugar em questão é o Marché aux Puces, considerado o maior e mais antigo mercado de antiguidades do mundo.

Situado no bairro de Saint-Ouen, um subúrbio na zona norte de Paris, o Mercado das Pulgas reúne vários mercados em um grande complexo de lojas e antiquários de todos os tipos, formando um extenso labirinto de 11km de ruas e becos.

Um mundo de coisas pode ser encontrado no local: peças de decoração, obras de arte, móveis, tapeçarias, tecidos, roupas, acessórios de moda, jóias, brinquedos, artigos de guerra, livros, revistas, objetos variados de coleção, enfim, uma variedade ilimitada de opções para todos os gostos e bolsos.

Há pouco mais de uma dúzia de restaurantes dentro do Mercado das Pulgas. Um deles, localizado no Marché Vernaison, é o Chez Louisette, aberto em 1930. Lugar tipicamente pariense, lá se pode apreciar receitas tradicionais da culinária francesa, com pratos de bistrô e de brasserie.

Com dois andares, o lugar é simples, mas a decoração é peculiar: cada canto do restaurante está ocupado com algum objeto. Pouco espaço entre as mesas, quadros, fotos, posters, cordas luminosas, lustres e muitos marabus coloridos formam a confusão harmoniosa do Chez Louisette. 

A grande atração da casa é a música ao vivo, com interpretação de clássicos da música francesa, como Edith Piaf. Quem conduz o repertório é uma senhora chamada Manuela, que se apresenta no local há cerca de 40 anos. No dia em que estivemos lá, a Sra. Manuela revezou o microfone com outra cantora. Enquanto uma cantava, a outra passava uma cestinha para recolher a gorjeta dos clientes.

As mesas estavam bem concorridas, mas conseguimos um cantinho logo na entrada. Fomos bem básicos em nossos pedidos. Eu almocei uma ótima massa ao molho bolonhesa, e o Alexandre escolheu uma carne com molho e batatas. Tudo gostoso na medida!

As temperaturas bem baixas lá fora nos convidavam a ficar mais tempo no restaurante, nos aquecendo com um bom vinho. Mas milhares de quinquilharias e preciosidades nos aguardavam nas estreitas ruas do Mercado das Pulgas, então seguimos nosso passeio naquele lugar tão especial.

Chez Louisette
136 Avenue Michelet
93400 Saint-Ouen, França


O Não é um Guia é um blog que reúne despretensiosos relatos de experiências gastronômicas vivenciadas em lugares interessantes e desinteressantes, escritos por alguém que não entende de culinária, não sabe cozinhar e é especialista em tele-entrega.

Quem vos escreve

Giovanna Berti Previdi, publicitária, gremista, não gosta de atum nem de presunto. Seu atual lugar no mundo é Santa Cruz do Sul, mas gosta mesmo é de viajar. Contato: gica_bp@yahoo.com.br

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